Após meses de insatisfação popular e críticas generalizadas ao serviço de coleta de lixo em Aracaju, a Prefeitura anunciou oficialmente nesta terça-feira, 10, a rescisão do contrato com a empresa Renova. A substituição ocorre após a gestão municipal reconhecer que a empresa, apesar de ter sido apresentada por figuras como a prefeita Emília Corrêa (PL) como moderna e eficiente, não conseguiu corresponder às expectativas da população nem garantir condições dignas aos seus trabalhadores.
A partir desta manhã, os caminhões da nova empresa contratada, a Ramac, começaram a operar na capital sergipana, saindo da garagem da antiga empresa Progresso, que deixou o transporte coletivo de Aracaju.
*Histórico problemático da nova contratada*
Apesar da mudança ser vista por muitos como necessária, a escolha da Ramac também levanta preocupações. A empresa tem um histórico conturbado de atuação em Sergipe, com investigações e acusações envolvendo contratos públicos.
Segundo informações do Ministério Público de Sergipe (MPSE), a Ramac já foi alvo de apurações por supostos contratos irregulares com prefeituras do interior do estado. Em Estância, por exemplo, a Justiça chegou a determinar o bloqueio de bens do ex-prefeito Gilson Andrade (PSD) após suspeitas de fraude envolvendo a contratação da empresa mediante decreto emergencial fictício e dispensa indevida de licitação. A ação também apontou superfaturamento nos contratos e levou à proibição da Ramac de firmar novos acordos com o município.
Além disso, em 2020, a empresa foi mencionada em investigações sobre desvios de recursos públicos em contratos de limpeza urbana no município de Indiaroba, também firmados por meio de dispensa de licitação considerada irregular.
*Expectativa e vigilância*
Diante do histórico da nova contratada, cresce a expectativa quanto à fiscalização do poder público municipal e dos órgãos de controle. A população aracajuana, que já enfrentou semanas de serviço deficiente com a Renova, espera que a coleta de lixo volte à normalidade — e que a nova empresa opere com mais eficiência, transparência e respeito aos trabalhadores e ao erário.
Por redação Alô Sergipe












