A Aksa Serviços de Locação de Mão de Obra Temporária LTDA, empresa contratada pela Prefeitura de Aracaju para realizar os serviços de varrição de ruas e coleta de entulhos na capital sergipana, está no centro de uma polêmica no estado da Bahia.
A empresa é alvo de uma investigação do Ministério Público da Bahia (MP-BA), que apura a aplicação de mais de R$240 milhões em contratos de zeladoria urbana na cidade de Luís Eduardo Magalhães, no oeste baiano. A denúncia foi protocolada por um grupo de vereadores locais, que cobra mais transparência na execução dos serviços pagos com recursos públicos.
Segundo reportagem publicada pelo site *PS Notícias*, os serviços foram contratados pela Prefeitura de LEM por meio de licitação com as empresas Paraguaçu Construção e Serviços LTDA e AKSA. No entanto, parlamentares denunciam que, apesar do montante milionário, os serviços de roçagem e varrição não estariam sendo devidamente realizados.
O vereador Daniel Farias (Novo) afirmou que a limpeza está restrita às áreas mais centrais e de maior visibilidade da cidade, enquanto bairros periféricos enfrentam abandono. “Em quatro anos e quatro meses, já foram gastos mais de R\$ 240 milhões com esse serviço. Mas se não está sendo feito, para que está sendo pago? O que se vê hoje na rua é lixo, matagal e as pessoas reclamando de esgoto a céu aberto e da falta de limpeza”, declarou.
A denúncia levantou questionamentos sobre a qualidade dos serviços prestados pela empresa não apenas na Bahia, mas também em outras cidades onde possui contratos ativos — como Aracaju. Um dos pontos sensíveis levantados é a existência de apenas 1 (uma) única varredeira mecânica pela empresa sendo utilizada simultaneamente em Luis Eduardo Magalhães e em Aracaju, levantando indícios de superfaturamento e ganho por serviços não executados.
Até o momento, nem a empresa Aksa nem a Prefeitura de Aracaju se manifestaram oficialmente sobre as denúncias que envolvem a atuação da empresa na Bahia.
O *Alô Sergipe* segue acompanhando o caso e buscará respostas junto aos órgãos públicos para esclarecer se há impacto ou implicações diretas nos serviços realizados em Aracaju.












