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Único em Sergipe a realizar cirurgia cardíaca minimamente invasiva, Hospital de Cirurgia já soma mais de 50 procedimentos

Único em Sergipe a realizar cirurgia cardíaca minimamente invasiva, Hospital de Cirurgia já soma mais de 50 procedimentos

Publicado em 14 de setembro de 2026

 

Pioneiro na implantação da técnica no estado, HC ampliou equipe para quatro cirurgiões e participou do I Simpósio Sergipano de Cirurgia Cardíaca Minimamente Invasiva

Único hospital de Sergipe a realizar cirurgia cardíaca minimamente invasiva, o Hospital de Cirurgia (HC) já alcançou a marca de 52 procedimentos desde a implantação da técnica, em dezembro de 2023. Pioneira no estado, a instituição filantrópica também ampliou a equipe habilitada para o método, que hoje conta com quatro cirurgiões cardiovasculares. A evolução do serviço ganhou destaque durante o I Simpósio Sergipano de Cirurgia Cardíaca Minimamente Invasiva (MICS), realizado nos dias 4 e 5 de setembro.

Com o tema “Cuidar da Vida: Ciência, Humanização e Esperança”, o simpósio reuniu especialistas de Sergipe e do Brasil em Cirurgia Cardíaca Minimamente Invasiva (MICS), cirurgia robótica, cirurgia cardiovascular, anestesiologia, ecocardiografia, perfusão, cuidados pós-operatórios e outras áreas fundamentais para o sucesso de uma abordagem minimamente invasiva. Durante o encontro, foram discutidos avanços, novas tecnologias e experiências relacionadas à técnica, além de promover a integração entre médicos e equipes multiprofissionais. Realizado pelo Instituto de Educação e Eventos (IEC), o evento contou com apoio institucional do Cirurgia, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular e da Sociedade Médica de Sergipe.

Chefe do Serviço de Cirurgia Cardíaca do Cirurgia, Dr. Roberto Cardoso foi o responsável pela conferência de abertura do evento e destacou o protagonismo do HC na área e a qualificação da equipe. “O primeiro Simpósio de Cirurgia Cardíaca Minimamente Invasiva de Sergipe é apoiado pelo Hospital de Cirurgia, pioneiro em todos os procedimentos relacionados com a cirurgia cardíaca e não poderia ser diferente com a minimamente invasiva. O Cirurgia é único hospital no estado que faz esse tipo de procedimento com uma equipe extremamente capacitada e especializada para o desenvolvimento dessa técnica”, afirmou.

Para Dr. Roberto Cardoso, o objetivo agora é avançar ainda mais com a técnica em Sergipe. “O Hospital de Cirurgia, com o pioneirismo, quer agora expandir, crescer e ampliar para a cidade todo o benefício que hoje a gente presta para os pacientes do SUS que são atendidos no Cirurgia”, ressaltou.

*Do pioneirismo à consolidação*
A história da cirurgia cardíaca minimamente invasiva em Sergipe começou no Hospital de Cirurgia. Em 21 de dezembro de 2023, a instituição realizou o primeiro procedimento do tipo no estado. Na época, Dr. Wilson Felix era o único cirurgião habilitado na técnica em Sergipe. Em janeiro de 2025, o HC contabilizava dez operações e trabalhava para ampliar o número de profissionais habilitados. Hoje, são 52 cirurgias realizadas e quatro cirurgiões atuando com a técnica: Dr. Wilson Felix, Dr. Ivan Espínola, Dr. Rafael do Amor e Dr. Roberto Cardoso.

Diferentemente da cirurgia cardíaca convencional, que pode exigir uma incisão de até 25 centímetros e a abertura do tórax, a abordagem minimamente invasiva utiliza acessos menores. Em pacientes criteriosamente selecionados, proporciona benefícios como menor sangramento e dor no pós-operatório, redução do tempo de internação e recuperação mais rápida, favorecendo o retorno precoce às atividades cotidianas.

*Desenvolvimento da técnica em Sergipe*
Cirurgiã cardíaca do Hospital de Cirurgia e integrante da comissão organizadora do evento, Dra. Leila Nogueira destacou a importância do simpósio para o avanço da área em Sergipe. “O Simpósio Sergipano de Cirurgia Cardíaca Minimamente Invasiva é um marco no tratamento cardiovascular do nosso estado. A gente contou com o apoio institucional do Cirurgia para realização deste evento, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardíaca e da Sociedade Médica de Sergipe”, afirmou.

A médica também ressaltou a integração de diferentes áreas na busca por melhores resultados. “É de extrema importância a reunião não só de cirurgiões, mas de outras especialidades médicas e da equipe multiprofissional, para que a gente consiga cada vez mais melhorar o resultado da cirurgia cardíaca, comparando até com grandes centros mundiais”, acrescentou.

*Cardiologia que atravessa gerações*
A cirurgia minimamente invasiva se soma a uma trajetória de pioneirismo do Cirurgia na Cardiologia sergipana. Foi na instituição que ocorreram a primeira cirurgia cardíaca e o primeiro implante de marca-passo de Sergipe, além do primeiro transplante cardíaco das regiões Norte e Nordeste. O HC também implantou o primeiro Laboratório de Hemodinâmica do estado, realizou o primeiro cateterismo e iniciou a formação de especialistas por meio das residências médicas em Cardiologia e Cirurgia Cardiovascular.

O Cirurgia é habilitado pelo Ministério da Saúde como referência cardiológica para o SUS em Sergipe e mantém estrutura para acompanhar o paciente em diferentes etapas do tratamento, com Serviço de Hemodinâmica, centro cirúrgico exclusivo para Cardiologia, UTI Cardiológica, unidade especializada no atendimento a pacientes infartados, ambulatório e serviços de diagnóstico.

Diretor Técnico do Cirurgia, Dr. Rilton Morais relacionou a participação do HC no simpósio à importância histórica da especialidade para a unidade filantrópica. “O Hospital Cirurgia é um dos apoiadores desse evento com muito orgulho porque um dos elementos principais do funcionamento do Cirurgia é a cirurgia cardíaca, é a cardiologia. Somos referência no estado, no Nordeste e no país nessas especialidades”, destacou.

Ao comentar a programação científica, Dr. Rilton Morais também ressaltou os valores que acompanham essa trajetória. “Tivemos uma apresentação de abertura do Dr. Roberto Cardoso, que é o chefe do Serviço de Cirurgia Cardíaca, onde mostrou não somente a ciência, mas a humanidade e o amor ao próximo, que são os grandes valores do nosso hospital”, concluiu.

Por Ascom

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