O Bairro Santos Dumont, em Aracaju, recebeu, na noite da última terça-feira, 25, o evento Yandra & Elas, realizado pela deputada federal Yandra Moura (União 4444) para ampliar o diálogo entre mulheres sobre política, direitos e representatividade feminina.
Ao microfone, Yandra Moura afirmou: “Defender as mulheres não é somente uma bandeira de mandato, mas uma bandeira de vida.” “Estar cercada de mulheres é estar cercada de tudo o que eu defendo na Câmara Federal, em qualquer lugar que eu vá, em todas as cadeiras que eu sento”, ressaltou. Ela também citou a ex-presidente chilena Michelle Bachelet. “Quando uma mulher entra na política, isso muda a mulher. Quando muitas mulheres entram na política, isso muda a política.”
Emocionada, a deputada falou do filho, José, que completou seis meses de vida no dia do evento. “Meu filho completou seis meses hoje. Eu grávida, e depois já no meu pós-parto, com um mês de vida dele, abri o noticiário e vi que diziam que eu não seria candidata a deputada federal porque tinha acabado de ter filho”, recordou. “Quero dizer para quem duvidou de mim desde o primeiro mandato que aqui tem uma baixinha retada, que nunca faltou coragem para defender o meu povo. Eu amamento todos os dias e todos os dias estou nas ruas, mostrando que tenho dois superpoderes: sou mulher e sou sergipana”, declarou.
Na sequência, Yandra Moura apresentou o balanço do mandato: mais de 70 projetos de lei protocolados, dos quais seis já foram aprovados, a maior parte voltada a mulheres, à juventude, a pessoas com deficiência, a autistas e a trabalhadores. A deputada detalhou alguns de seus projetos voltados as mulheres.
No enfrentamento à violência, a deputada é autora de projetos que criam uma política nacional de prevenção ao feminicídio, garantem casas de acolhimento a mulheres vítimas de violência e ampliam a proteção digital a vítimas de crimes sexuais; uma proposta sua que assegura o direito a acompanhante de livre escolha em consultas e exames já virou lei.
Na maternidade solo, apresentou o Estatuto da Mãe Solo e um programa federal de apoio a quem cria os filhos sozinha. Na saúde da mulher no trabalho, é autora do projeto que institui a licença por endometriose.
Mães de crianças atípicas presentes no evento relataram a expectativa em relação às pautas. “No Congresso temos que ter uma mulher forte pra defender a gente”, afirmou Daisy Barros, mãe de João Miguel, de dez anos. Riane Dias de Oliveira, mãe de uma criança de oito anos, destacou o desgaste da renovação periódica de laudos médicos. “É muito desgastante, porque até pegarmos um laudo é uma fortuna, ou então temos que esperar anos na fila do SUS”, declarou.
No discurso, Yandra Moura afirmou que a sociedade está cansada de ligar o rádio e os noticiários e ver a onda de feminicídio crescer. “Quando uma mulher sofre, nós todas sofremos juntas”, disse, ao lembrar que a Lei Maria da Penha já é um grande avanço, mas ainda tem lacunas que precisam ser sanadas.
Foi nesse contexto que a deputada declarou apoio incondicional ao ex-deputado federal, André Moura (União 444), candidato ao Senado Federal. “Eu não tenho dúvidas de que o deputado que ele foi e o político que ele é vão fazer dele a nossa voz no Senado Federal, garantindo prisão perpétua para quem mata mulher”, afirmou. “A gente precisa do pulso, da força de André Moura no Senado, o meu senador”, pontuou.
A parlamentar dividiu o palco com mulheres da própria família: a avó, Lila Moura, ex-deputada estadual; a mãe, Lara Moura, ex-prefeita de Japaratuba; e a tia, Patrícia Moura. Também estiveram presentes o vereador Isac e a esposa dele, Rosane, além de Chagas, em nome do vereador Binho, e Jaqueline do Santa Maria, representando o vereador Maurício Maravilha.
Por Ascom









