Mais uma vez, em São Domingos, a população assiste ao triste espetáculo de uma Câmara que deveria ser o motor de avanço social, mas se torna palco de manobras pessoais. O concurso público para a Casa Legislativa é, inegavelmente, um passo histórico, trazendo benefícios claros para a comunidade. Porém, quando a sociedade clama por equilíbrio, transparência e oportunidades, o que vemos é o travamento do processo em nome da velha politicagem.
O vereador Anderson Buril mostrou coragem e espírito público ao apresentar emenda que ajusta o número de cargos, garantindo que a coletividade seja contemplada. Uma ação que demonstra compromisso com a população, responsabilidade com a máquina pública e respeito aos anseios populares.
E o que faz o presidente da Câmara, Dedé de Aduilson? Veta. Bloqueia. Se fecha em uma postura que mistura indecisão com desequilíbrio. Um presidente que tenta, ao mesmo tempo, ser oposição e situação, mas acaba não sendo nem uma coisa nem outra. Essa dubiedade não é estratégia, é fraqueza política.
Não é de hoje que Dedé prefere a cena da intriga à construção do diálogo. Poucos dias atrás, tentou jogar o povo contra a gestão municipal, levantando discursos inflamados sobre iluminação pública. Agora, quando se trata de dar um passo real em direção à justiça social por meio do concurso, mais uma vez ele trava o jogo.
O que está por trás disso? Ambição de futuro? Desejo de ser vice em 2028, seja na situação ou na oposição? Como dizia Collor: “o tempo é senhor da razão”. Mas o tempo também cobra daqueles que usam a política para servir a si mesmos e não ao povo.
São Domingos não pode ser refém da vaidade de um presidente que transforma a Câmara em trincheira de interesses pessoais. Enquanto Dedé de Aduilson faz cálculos eleitorais, quem perde é o povo, que vê a oportunidade de progresso ser adiada.
Anderson Buril cumpre o papel que se espera de um vereador: pensar na comunidade, lutar para que o concurso seja justo, amplo e inclusivo. Ele mostra altivez em meio ao caos. Já Dedé, com sua postura dúbia e insana, arrasta a Casa para o descrédito.
A política de São Domingos precisa de líderes, não de equilibristas.











