A atual prefeita de Nossa Senhora das Dores, Ianna de Dr. Thiago, assumiu o comando do município e se deparou com uma situação financeira e administrativa alarmante. Dívidas milionárias, repasses não efetuados e serviços essenciais comprometidos fazem parte do legado deixado pela antiga gestão.
*Consignados não repassados: servidores no prejuízo*
Os servidores municipais foram duramente afetados por uma grave irregularidade. Apesar dos descontos em folha dos empréstimos consignados, os valores não foram repassados aos bancos. O rombo chega a quase R$ 400 mil, e poucos dias após assumir a prefeitura, Ianna começou a ser cobrada pelas instituições financeiras.
*Saúde sucateada: fornecedores sem pagamento e ambulância desaparecida*
A crise na saúde do município se agrava ainda mais com o descaso da antiga gestão. Fornecedores de materiais hospitalares deixaram de entregar produtos desde abril por falta de pagamento. Além disso, uma ambulância desaparecida foi encontrada abandonada em uma oficina em Aquidabã, acumulando uma dívida de quase R$ 70 mil.
*Sindicato e servidores prejudicados: dinheiro sumiu*
O SINTESE, sindicato dos professores, também foi prejudicado. As verbas descontadas dos salários dos docentes não foram repassadas. O mesmo ocorreu com os agentes de saúde e endemias, cujo recurso federal, que deveria ser carimbado para pagamento em dezembro, simplesmente sumiu.
*Tratamento Fora do Domicílio (TFD) e contas em atraso*
Pacientes do SUS que dependem do Tratamento Fora do Domicílio (TFD) foram deixados sem assistência, já que o auxílio estava atrasado desde novembro. E a situação fiscal do município é ainda mais preocupante: a dívida com a DESO soma R$ 424 mil, porque a gestão passada não pagava as contas de água dos órgãos públicos.
*Rombo milionário no INSS e gasto suspeito em 24 horas*
A irresponsabilidade fiscal atinge um nível ainda mais grave com uma dívida de R$ 10,5 milhões com o INSS, comprometendo a previdência dos servidores. Além disso, quase R$ 12 milhões foram gastos em apenas 24 horas antes da transição de governo. Deste montante, R$ 3 milhões foram destinados a rescisões, mas, mesmo assim, servidores efetivos ficaram sem receber o salário de dezembro.
*Funcionários essenciais sem pagamento*
Os profissionais que atuam na UPA e no abrigo municipal, essenciais para o funcionamento da cidade, também foram prejudicados. Os salários de dezembro não foram pagos, comprometendo serviços que não podem parar.
*Reconstrução em tempo recorde*
Diante desse cenário de caos, a prefeita Ianna, com pouco mais de um mês de gestão, trabalha incansavelmente para recuperar Nossa Senhora das Dores. Enfrentando desafios gigantescos, ela se desdobra para garantir que os serviços essenciais voltem a funcionar e que os servidores sejam respeitados.
A verdade precisa ser dita. O município foi entregue em ruínas, mas o compromisso de Ianna é claro: reconstruir o que foi destruído e devolver dignidade à população dorense.
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Por redação Alô Sergipe.












