A urna eletrônica brasileira chega às Eleições 2026 com mudanças na interface e novos recursos pensados para tornar a votação mais simples e acessível. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a tela terá menos informações visuais e uma organização mais limpa, facilitando a identificação dos elementos durante o registro do voto. A mudança na disposição da tela foi proposta por estudantes do curso de Design da Universidade de São Paulo (USP).
Outra novidade está na fonte utilizada no equipamento. A partir deste pleito, a urna passará a usar uma tipografia desenvolvida pelo Instituto Braille, da Califórnia, com caracteres desenhados para facilitar a distinção entre letras e números. A medida é voltada especialmente a eleitoras e eleitores cegos ou com baixa visão. O equipamento já conta com recursos como teclado em Braille, áudio, sintetizador de voz e intérprete de Libras.
Para pessoas com deficiência auditiva, o intérprete de Libras ganhará novas funções. Além de indicar os cargos em votação, a ferramenta também sinalizará quando o voto registrado for nulo, em branco ou de legenda. A tela ainda terá uma barra de progresso na parte superior, permitindo que o eleitor acompanhe a etapa da votação e veja quantos cargos ainda faltam para concluir o processo.
As novidades fazem parte do processo contínuo de aperfeiçoamento da urna eletrônica, que completa 30 anos de utilização nas eleições brasileiras. Ao longo desse período, o equipamento recebeu diferentes recursos de acessibilidade, incluindo teclado em Braille, áudio, sintetizador de voz e intérprete de Libras. As novas funcionalidades estarão disponíveis durante as Eleições 2026.
Por redação Alô Sergipe








