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CCJ aprova PL Antifacção e garante recursos inéditos para combater facções

CCJ aprova PL Antifacção e garante recursos inéditos para combater facções

Publicado em 11 de dezembro de 2025

 

_“Sem dinheiro, o combate ao crime não existe”, afirma Alessandro Vieira_

Nesta quarta-feira (10), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou por unanimidade, com apoio de parlamentares da base do governo e da oposição, o PL Antifacção, relatório apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB/SE) na semana passada. O projeto substitutivo recebeu o aval da comissão e foi marcado como urgente, seguindo para votação no Plenário.

“Estamos entregando ao povo brasileiro um marco legal Antifacção, reforçando nosso compromisso com um país mais seguro e livre do crime organizado”, destacou Alessandro.

Para o relator, trata-se de “uma resposta robusta e estruturada” ao crime organizado. “Sem dinheiro, o combate ao crime não existe. E a gente ataca isso de forma muito objetiva neste projeto”, afirmou.

Entre os pontos aprovados: a criação de novos tipos penais para facções criminosas, endurecimento de penas para crimes vinculados a milícias ou organizações criminosas, medidas mais duras para porte de armas automáticas e fuzis, além de causas de aumento de pena para crimes graves cometidos por integrantes de facções.

Um dos aspectos mais inovadores do projeto aprovado é a criação da taxação sobre casas de apostas esportivas online, as chamadas “bets”. A nova CIDE-Bets poderá, conforme estimativas do Banco Central, destinar até R$ 30 bilhões por ano para ações de segurança pública e combate ao crime organizado.

Os recursos reunidos serão aplicados em áreas como modernização do sistema prisional, inteligência e investigação, infraestrutura policial, aquisição de equipamentos, tecnologia, e operações integradas nas fronteiras e áreas de maior risco.

Alessandro Vieira afirma que esse mecanismo de financiamento representa “uma mudança de paradigma na luta contra o crime organizado”: “Não vamos depender de migalhas de orçamento; estamos estruturando uma fonte nova, contínua e suficiente para enfrentar quem acha que impunidade e caos lhes garantem poder”.

*Compromisso com penas mais duras e justiça eficaz*

O relatório do senador Alessandro prevê tipificar o crime de facção criminosa como categoria específica, com pena de 15 a 30 anos, e equiparar milícias privadas a organizações criminosas, garantindo o mesmo rigor penal.

Também há previsão de agravantes para crimes envolvendo armas de guerra, tráfico, lavagem de dinheiro, e atuação em áreas de fronteira.

Para Alessandro, o endurecimento é essencial:
“Precisamos dar ao Brasil leis que se equiparem à gravidade do crime organizado, quem comete atentado, tráfico ou milícia deve sentir o peso da lei, sem meias medidas”. Além disso, o texto prevê reforço de instrumentos de investigação, infiltração legal, restrições a benefícios de presos provisórios, e modernização da legislação de combate a facções e milícias, decisões que, segundo o relator, visam desarticular o poder e as estruturas das organizações criminosas.

O texto segue agora ao Plenário do Senado. Se aprovado, retorna à Câmara dos Deputados para que as emendas do Senado sejam apreciadas.

Foto: Pimentel Felipi

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