As mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, provocaram uma nova reação do senador Alessandro Vieira contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em discurso na tribuna do Senado, o parlamentar classificou Moraes como um “cadáver jurídico” e “cadáver político” e afirmou que o ministro teria perdido as condições de permanecer como figura pública em razão de sua conduta. O relatório da PF reúne conversas e outros elementos que apontam para contatos de Vorcaro com autoridades, entre elas Moraes.
Alessandro relacionou as novas informações ao pedido de CPI que apresentou no Senado para investigar eventuais relações entre Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Daniel Vorcaro. O requerimento foi protocolado com 35 assinaturas, acima do mínimo constitucional de 27, e prevê a apuração de possíveis vínculos entre os ministros e o ex-banqueiro.
Durante o discurso, o senador mencionou mensagens, encontros, jantares e supostas vantagens e afirmou que o material revelaria uma proximidade que, em sua avaliação, precisa ser investigada. Entre os elementos divulgados sobre o caso estão mensagens de Vorcaro dirigidas a contatos ligados a Moraes, além de informações sobre encontros entre os dois e um contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. A documentação também registra outras tratativas relacionadas ao empresário.
Alessandro Vieira lembrou ainda que havia pedido o impedimento de Moraes pela primeira vez em 2019 e afirmou que, diante das novas informações, a situação teria deixado de ser apenas uma discussão sobre abuso de autoridade para se transformar, segundo sua avaliação, em uma crise institucional. “Um ministro do Supremo Tribunal Federal não pode se prestar à condição de assessor de banqueiro”, afirmou.
Por redação Alô Sergipe










