No último final de semana, a inauguração de uma praça em Nossa Senhora do Socorro chamou a atenção não apenas pela obra em si, mas pelas figuras políticas envolvidas: o prefeito Inaldo, o vereador Betinho e o deputado federal Fábio Reis, responsável pela emenda que viabilizou a construção do espaço público. No entanto, as relações políticas por trás desse evento têm gerado especulações e levantado questionamentos sobre lealdade e interesses políticos.
No pleito de 2022, Fábio Reis não recebeu oficialmente o apoio de Betinho em Socorro. Ao invés disso, o vereador optou por aliar-se à ex-vereadora Maria da Taiçoca, enquanto Betinho e Inaldo firmaram um acordo formal com Bosco Costa, que já expressou publicamente sua insatisfação com os resultados da votação na cidade.
Ao examinarmos a página de Betinho nas redes sociais, é possível notar e contar apenas duas postagens em favor de Bosco, e não há registros visuais de Betinho ao lado do então candidato em vídeos ou fotos. Diante disso, surge a pergunta: a liberação da emenda por parte de Fábio Reis foi um ato de dever republicano ou houve um apoio velado de Betinho em 2022?
Na política, é inegável a presença de jogos de interesse e alianças estratégicas. A afinidade ideológica pode ser um dos motivos, embora raro, para a formação desses acordos políticos. No entanto, na maioria das vezes, tais acertos envolvem a busca por espaço político e recursos para o financiamento de obras e projetos.
Diante das circunstâncias apresentadas, dúvidas e especulações sobre uma possível traição sofrida por Bosco têm ganhado força. Os cidadãos de Nossa Senhora do Socorro exigem respostas claras e transparência por parte dos envolvidos. É fundamental que os eleitores se mantenham atentos e cobrem prestação de contas de seus representantes, a fim de garantir que obras e benefícios para a comunidade sejam resultados de compromissos genuínos com o bem-estar da população, e não meras estratégias políticas de curto prazo.
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Por redação Alô Sergipe.











