Na manhã da última segunda-feira, 09 de outubro, os professores do município de Canindé de São Francisco, reuniram-se em frente ao gabinete do prefeito Weldo Mariano para protestar contra a recente redução de salários que afetou a categoria. Este episódio marca o quarto embate entre o prefeito e os educadores, que alegam uma série de ações prejudiciais às condições de trabalho no magistério.
De acordo com informações da população, a primeira controvérsia surgiu com a incorporação da regência no vencimento, que resultou no fim da regência de classe, afetando diretamente o rendimento dos professores. Em seguida, um novo Estatuto e Plano de Carreira foi implementado, retirando direitos históricos para os novos concursados, gerando insatisfação entre os docentes. Além disso, os atrasos frequentes no pagamento dos salários, mesmo com arrecadações recordes no município, causaram um crescente mal-estar na categoria.
No episódio mais recente, a redução de salário dos professores no mês de setembro provocou indignação. Diante das sucessivas medidas adversas, os professores deliberaram, em assembleia, manter um estado permanente de assembleia e entrar com uma Ação Civil Pública contra a redução de salários. Além disso, foi aprovada a decisão de iniciar uma greve por tempo indeterminado, com um indicativo de ocupação de prédios públicos, até que o prefeito atenda às demandas da categoria e devolva o que é de direito.
Para buscar esclarecimentos e tentar resolver a situação de forma pacífica, ficou acordada a realização de uma audiência amanhã à tarde, nas dependências do SINTESE (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica do Estado de Sergipe), entre a equipe jurídica da administração e a equipe jurídica do sindicato. Nessa audiência, será discutido o uso da lei 173, que a administração alega ter embasado a decisão de cortar o salário dos professores.
A situação permanece tensa em Canindé de São Francisco, com os professores determinados a lutar por seus direitos e pela valorização da educação no município. A administração municipal terá o desafio de encontrar uma solução que atenda às demandas dos educadores e restabeleça a harmonia nas relações trabalhistas no setor da educação local.
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Por redação Alô Sergipe.












